Na era do texto na internet, parece que a autoria está se perdendo numa ética duvidosa. O livro [Baile de máscaras: mulheres judias e prostituição. As polacas e suas associações de ajuda mútua] é sobre o mundo privado de mulheres tidas como públicas. Minha dissertação de mestrado em História (UFF), editado pela Imago (1996). Narrativas muito semelhantes à minha pesquisa, usando até as imagens por mim recolhidas, andam sendo editadas. O original, garanto, é muito melhor.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Tombamento Definitivo do Cemitério Israelita de Inhaúma
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Por uma causa: Restore and Preserve
Criei esse boton para sensibilizar a nova gestão da Federação Israelita do Estado do RJ (FIERJ) a restaurar e preservar o Cemitério Israelita de Inhaúma, das polacas.
Agradeço se puder usar por um tempo e principalmente, se puder apoiar e divulgar esta causa.
Para anexá-lo a sua foto do perfil do Facebook, twitter, etc., click aqui: Restore and Preserve
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Cubatão reconhece importância histórica de Cemitério Israelita
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Cemitério Israelita será tombado patrimônio histórico de Cubatão
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Programa 3 a 1, TV Brasil
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Tombamento do Cemitério Israelita de Cubatão
Revista Hebraica, SP, maio/2010, p.36
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
A prostituição ontem e hoje, no Prosa desta semana (28.11.2009)
Os artigos de Ferreira da Rosa foram reunidos no livro "O Lupanar", publicado em 1896 e há décadas fora de catálogo. Este ano, o neto do autor, Carlos Ferreira da Rosa, organizou uma reedição da obra, com tiragem caseira de 100 exemplares, doada a bibliotecas e centros de referência. No Prosa desta semana, o repórter Guilherme Freitas conversa com historiadoras e pesquisadoras sobre a importância da obra de Ferreira da Rosa como documento histórico e sobre a forma como o autor reflete a visão da época a respeito da prostituição.
A reportagem discute também o delicado debate dentro da comunidade judaica do Rio sobre como lidar com esse passado hoje, examinando a discussão sobre o futuro do Cemitério Israelita de Inhaúma, onde estão enterradas 797 pessoas ligadas à associação de ajuda mútua fundada pelas prostitutas. Tombado pela prefeitura, mas depredado e desfigurado, ele tem uma área ociosa que pode vir a ser usada para novos enterros, de acordo com um projeto dos administradores do espaço. A historiadora Beatriz Kushnir, especializada na história das "polacas", denuncia o projeto como uma tentativa de expurgo da memória das mulheres.
Paulo Thiago de Mello resenha o livro "Vila Mimosa: Etnografia da cidade cenográfica da prostituição carioca" (EdUFF, no prelo), resultado da pesquisa de mestrado da antropóloga Soraya Silveira Simões. No livro, Soraya descreve o complexo cenário, propício ao jogo de sedução, criado pelas prostitutas nos mais de 70 bordéis que ocupam hoje a Rua Sotero dos Reis, na Praça da Bandeira. O trabalho de campo da autora também registra a tensa relação entre as mulheres e os donos de casas de prostituição, os conflitos de interesse na disputa pelos clientes, o processo de sedução e de procura no espaço da Vila, entre outros aspectos do dia a dia da zona.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
"Pois do pó viestes, e ao pó retornarás" (Bereshit 3:19)
Dignidade polaca
O cemitério judaico de Inhaúma vai restaurar as lápides com os nomes das prostitutas polacas que foram enterradas ali. A área é tombada pelo patrimônio municipal. Em troca, será dada autorização para que novos espaços de sepultamento sejam usados. O cemitério judaico do Caju está com sua capacidade esgotada.
Venho tentando inutilmente, sensibilizar a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) e a entidade Cemitério Comunal Israelita a recolocarem os nomes e as datas nas lápides daquele cemitério. Ao ser alertada da intenção de se murar as lápides de Inhaúma (com árvores, segundo eles) e assim “purificar” ortodoxamente o território, permitindo novos enterramentos e definitivamente condenando as polacas a párias, consegui junto à Prefeitura do Rio o tombamento do cemitério, em 2007. Cansada da soberba destes representantes comunitários que talvez se esqueçam de que o fim de todos é o mesmo, lancei uma campanha entre os meus amigos, na semana passada. Pedia-lhes que escrevessem às duas entidades citadas e solicitassem a recolocação das identidades nos túmulos. Talvez seja esta a explicação para a nota acima.
Curioso é que para nós, judeus, a mitzvá – o ato de bondade –, como enterrar o corpo de um desconhecido, por exemplo, é um dos preceitos dos mais estimulados. Ao que parece, infelizmente, para a FIERJ e para o Cemitério Comunal Israelita, há um preço para as mitzvot. Estamos ensinando aos nossos descendentes que, diferente das polacas enterradas em Inhaúma, cujo lema era “As Irmãs do Chesed shell emes” – da Caridade de Verdade, aquela que não busca a recompensa –, não se ajudará ao próximo sem levar uma vantagem nisso.
Ou seja, ou aproveitam o terreno vago, cercando as lápides existentes com “cercas-vivas” (que são muros), “purificando” o espaço e só assim, para não chocar os futuros visitantes, recolocam as identidades nos túmulos. Não recebendo qualquer lucro, não se fará essa mitzvá. Portanto, para a FIERJ e para o Cemitério Comunal Israelita, as pessoas que ali estão não são dignas de importância, preocupação e dignidade. Podem continuar, como muitas, sem matzeivá – sem uma pedra tumular –, no cimento, apenas marcadas com colorjet preto o seu primeiro nome (sem sobrenomes, é claro!).
O mais irônico de tudo isso é que o Cemitério Israelita de Inhaúma não precisa da bondade com preço, da FIERJ e do Cemitério Comunal Israelita. A última "Irmã Superiora" da Associação das polacas cariocas, Dona Rebecca, está enterrada em área nobre do lotado e concorrido Cemitério Israelita do Caju. Não há no entorno de sua lápide qualquer cerca-viva. Tornou impuro, nesta visão retrograda, seus companheiros de "última morada". A transferência dos restos mortais de D. Rebecca para o Cemitério Israelita de Inhaúma e a venda de seu espaço no Caju, tenho certeza, pagariam a recolocação das identidades de suas amigas. E, além disso, o Cemitério Israelita de Inhaúma poderia permanecer como um sítio histórico. Esse, creio, é o caminho mais justo, humano e digno.
A tradição judaica reconhece a democracia da morte estabelecendo que todos os judeus sejam enterrados com uma mortalha branca simples. Ricos ou pobres, todos são iguais neste momento final. Há quase 2.000 anos, Rabi Gamaliel instituiu essa prática e imbuída desse espírito, espero participar em breve, de uma descoberta da matzeivá coletiva, como a que o Rabino Soibel realizou para elas no Cemitério Israelita do Butantã. Naquele momento, rezaremos "El malê rachamim" em memória das mulheres sepultadas no Cemitério Israelita de Inhaúma. Que cada uma delas descanse em paz.
Para tal, nossa campanha deve ser trazer D. Rebecca do Caju para Inhaúma e fazer o que elas sempre fizeram por si: resolveram suas vidas sem pedir nada a ninguém!
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Um abraço
B.
De: Beatriz Kushnir Enviada em: domingo, 13 de janeiro de 2008 23:55
Para: 'owurman - jornalismo'
Assunto: RES: NOTÍCIAS DA RUA JUDAICA - 13/01/08
Não podemos esquecer que no Rio há 797 lapides de judeus, abandonadas pela própria comunidade judaica. Refiro-me ao cemitério Israelita de Inhaúma.
Se responsabilizamos os vândalos no exterior e queremos sua punição, o que faremos aqui?
Um abraço
Beatriz Kushnir
Quatro jovens americanos, com idade entre 15 e 17 anos, foram detidos pela policia de New Brunswick, New Jersey-EUA, como autores da violação de 500 túmulos do cemitério judaico Poile Zedek Cemetery. O ato bárbaro teve inicio na noite do réveillon, e teve continuidade nos dias que se seguiram. A comunidade judaica da cidade de Brunswick ofereceu alta recompensa por informações sobre os autores, o que possibilitou a prisão dos suspeitos. Menores de idade, mas maiores em selvageria. Também na Europa, na Áustria, 25 túmulos judaicos foram violados no Cemitério Central de Viena- setor judaico. Uma verdadeira epidemia de ataques a cemitérios vem ocorrendo nos últimos meses, com destaque para 64 lapides destruídas em outubro no cemitério judaico da Sibéria e 100 túmulos foram grafitados em agosto num cemitério judaico no sul da Polônia, com suásticas e slogans nazistas."
sábado, 3 de novembro de 2007
Revista, jornal O GLOBO - 4/11/2007 [Ano 4, n. 171]
- Imputar uma ordem moral aos mortos ali enterrados, os condenando após seus falecimentos e os cercando num muro, seja ele de que tamanho for, e
- Usurpar um terreno comprado, em 1912, pelos sócios e sócias da Associação Beneficente Funerária e Religiosa Israelita. Esses sócios NUNCA precisaram de qualquer auxílio da Comunidade Judaica para sobreviverem dignamente.
Fico me perguntando: de onde sairá tal quantia? Os possíveis novos enterros em Inhaúma jamais recuperariam esse investimento. Generosidade, não creio?
Há tanto por fazer na comunidade e a direção das entidades se queixa sempre de falta de verbas. Mas essa quantia substantiva seria assim destinada. Estranho, não?
Há algo muito bizarro em toda essa história. Mas posso garantir: apagar a memória daquelas mulheres, colocar um muro de qualquer tamanho, e tentar fazer novos enterros ali NÃO IRÃO conseguir!
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Revista de História On-line
Click na capa e leia:
"Cemitério Israelita de Inhaúma, no Rio. Lápides tem números, ao invés de nomes, e muro demarca a exclusão das "polacas", as prostitutas judias".
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Polacas do Cemitério Israelita de Inhaúma Petition
Polacas do Cemitério Israelita de Inhaúma Petition
Muro no Cemitério
"A Federação Israelita do Rio e o Departamento de Cemitérios da Prefeitura se reúnem hoje para estabelecer normas no Cemitério Israelita de Inhaúma, o das polacas, tombado. A Fierj e a Sociedade Comunal Israelita querem construir muro entre as tumbas, impondo a norma judaica para o sepultamento de suicidas e prostitutas. Pesquisadoras como Beatriz Kushnir acham que seria condenação post mortem. No cemitério, criado pelas polacas em busca de um enterro digno, há prostitutas, seus filhos, maridos. Muitas vinham para o Brasil sem saber o que as aguardava. 'Querem apagar suas memórias', diz Kushnir".
domingo, 30 de setembro de 2007
Notícias da Rua Judaica, por Osias Wurman
Obrigada por divulgar aos seus leitores o tombamento do Cemitério Israelita de Inhaúma (http://www.owurman.com/blog/). Um fato tão importante que não mereceu uma nota da Federação Israelita do Estado do RJ (FIERJ)...
O tombamento do cemitério não é inesperado. Aquele campo-santo está ausente de uma ação efetiva da FIERJ. Na década de 1980 o Dr. Siqueira (Z´L), então presidente da Sociedade Comunal Israelita, assumiu junto ao Departamento de Cemitérios da Prefeitura do Rio que o Comunal zelaria por Inhaúma, já que os sócios e sócias da Associação Beneficente Funerária e Religiosa Israelita estavam idosos e quase todos falecidos.
Nos últimos anos, contudo, o estado de abandono me fez várias vezes solicitar ao Departamento de Cemitérios a limpeza do local. Em fevereiro de 2007 fui impedida de entrar em Inhaúma. Constatei que o Cemitério estava trancado, algo que nunca ocorreu antes. Para tentar entender o que se passava, soube que a FIERJ apoiava uma iniciativa do Comunal de construir um muro separando as lápides existentes de um pequeno terreno ainda ocioso e que margeia a favela do Rato Molhado. Esse muro é para impor as normas judaicas de que prostitutas e suicidas são enterrados junto aos muros, demarcando sua exclusão. Para o Comunal, o muro tornaria aquele campo, um campo-santo. Como se ele já não o fosse. O terreno ocioso serviria para o enterro de quem não pode pagar por Vila Rosali, Vilar dos Telles, Nilópolis e/ou o Caju...
Por tudo que pesquisei sobre elas, não posso permitir que isso ocorra. Parias não! O estado de abandono, as lápides quebradas e sem identificação, pintadas de cal e violadas com colorjet preta chocam. E é para impedir que essa memória se apague, o decreto de tombamento.
O decreto de tombamento expõe, infelizmente, que mais uma vez falhamos nos nossos laços de solidariedade. Da mesma maneira que ouvi, tantas vezes, o relato de que senhoras iam aos portos avisar as moças do seu destino na prostituição, mas não lhes ofereciam outra opção; agora se recusam a zelar, de forma digna, pelo esforço descomunal de se manterem judeus apesar de tudo. Querem apagar suas memórias, misturando com outros enterros e descaracterizando aquele campo-santo!
Torço que a FIERJ e o Comunal venham à público anunciar o que a Chevra Kadish de São Paulo fez a quase 10 anos em Cubatão e no Butantã.
Um forte abraço
Beatriz Kushnir
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
O Decreto publicado no Diário Oficial do Município do RJ de hoje [24/9/2007] é a garantia legal que o Cemitério Israelita de Inhaúma será preservado de forma intacta. Não se farão alterações arquitetônicas, nem promoverão novos enterros sem a autorização expressa do Patrimônio Cultural da Prefeitura do Rio. O Cemitério Israelita de Inhaúma será resguardado enquanto o espaço de sepultamento dos sócios e sócias da Associação Beneficente Funerária e Religiosa Israelita – as famosas “polacas”.
Dói-me muito saber que não fomos capazes de resolver a questão internamente e que o poder público precisou agir. No último domingo, dia 16/9/2007, entre o Rosh Hashaná e Yom Kippur, os cemitérios judaicos pelo mundo recebem visitantes. Como faço há muitos anos, queria ir à Inhaúma acender velas e rezar um Kadish. O cemitério está trancado e preciso fazer um balé de negociações para garantir a minha entrada. Ninguém mais além de mim e de meus amigos foram até lá. Pessoas que desconhecem a história de quem está ali dizem se eu posso isso ou aquilo...
Assustei-me com o estado de abandono do lugar, das lápides pintadas com cal e numeradas com colorjet preta, mesmo que existam informações em sua base. Cresce o número de sepulturas sem identificação, mesmo que eu venha constantemente dizendo onde está o documento que recoloca as identidades nos túmulos...
Se Yom Kippur é uma permissão religiosa e cultural que nos concedemos para fazer um balanço de nossas vidas, expurgar nossos erros e zerar trajetórias, que esse Decreto, no primeiro dia útil depois de feriado sagrado seja encarado como a possibilidade de transformação. Kippur é um exercício de compaixão, de compartilhar o sentimento.
Que comecemos o ano de 5768 aprendendo com o exemplo da Chevra Kadisha de São Paulo, que restaurou e cuida do Cemitério Israelita de Cubatão e das lápides no Butantã. Que possamos finalmente dar uma resposta digna ao passado, não nos envergonhando dele e nem tentando, pelo abandono, destruí-lo. Recoloquemos as lápides de Inhaúma e tornemos aquele cemitério um lugar aprazível. Respeitemos o esforço descomunal dos que o fundaram e o mantiveram e, principalmente, dos 797 corpos ali sepultados.
Coloco-me, como sempre o fiz, à disposição para ajudar a realizar tal tarefa.
Um abraço
Beatriz Kushnir
DECRETO N.º 28463 DE 21 DE SETEMBRO DE 2007
Determina o tombamento provisório do Cemitério Israelita de Inhaúma, situado na rua Piragibe, n.º 99, no bairro de Inhaúma.
O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais e,
considerando a importância dos cemitérios como registro da evolução histórica e social da Cidade do Rio de Janeiro;
considerando que o Cemitério Israelita de Inhaúma é um marco particular no âmbito dos campos santos da Cidade do Rio de Janeiro;
considerando que a sua fundação em 1916, pela Associação Beneficente Funerária e Religiosa Israelita, representou um papel social relevante para uma parcela da população de imigrantes israelitas no país;
considerando que a permanência deste testemunho físico constituirá em um legado a ser perpetuado na memória da Cidade do Rio de Janeiro; e
considerando a necessidade de adotar medidas cautelares para a proteção do referido imóvel;
DECRETA
Art. 1.o Fica tombado provisoriamente, nos termos do Art. 5.o da Lei 166, de 27 de maio de 1980, o Cemitério Israelita de Inhaúma, situado na Rua Piragibe, n.º 99, no Bairro de Inhaúma.
Art. 2.o Quaisquer intervenções físicas a serem realizadas no referido imóvel deverão ser previamente aprovadas pelo Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.
CESAR MAIA
domingo, 19 de agosto de 2007
sábado, 18 de agosto de 2007
Memórias que o tempo tratou de apagar
Anti-semitismo expulsa mulheres de seus países e elas acabam prostituindo-se no Brasil. Marginalizadas, até mesmo um cemitério próprio tiveram de construir. Esta memória começa a ser resgatada
Assista o vídeo
Se não conseguir, digite:
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A luta de imigrantes judias para enfrentar o preconceito começa a ser reconhecida, mais de cem anos depois da chegada dessas mulheres ao Rio de Janeiro.Nomes, em hebraico, gravados em uma pedra, guardam um pouco da história da imigração no Brasil e dos conflitos vividos pela sociedade da época.Eles identificam as polacas, mulheres pobres, judias, que abandonaram seus países de origem, ameaçadas pelo anti-semitismo e trabalharam como prostitutas nas ruas do Rio de Janeiro.Discriminadas, as polacas viviam à margem da sociedade. Eram proibidas de freqüentar sinagogas e nem mesmo seus enterros podiam acontecer em cemitérios comuns. Por isso, elas se reuniam em entidades próprias. Em 1906, fundaram uma associação e depois um cemitério, em Inhaúma, na Zona Norte, um dos poucos registros ainda existentes da passagem dessas mulheres pelo Rio.Há 37 anos, os sepultamentos foram suspensos no cemitério e os visitantes quase não aparecem.A memória se perde no tempo, segundo a historiadora Beatriz Kushnir, que estudou a vida das polacas.“Elas fizeram um esforço muito grande para se manterem e permanecerem judias. Nós precisamos respeitar isso”, explicou a historiadora Beatriz Kushnir.Na sexta-feira, a comunidade judaica se reuniu para lembrar as polacas do Rio. O local escolhido para a homenagem foi a Fundição Progresso, em meio à boemia da Lapa, no Centro da cidade.“Durante a cerimônia do sábado, ao anoitecer da sexta-feira, fizemos uma oração que pudesse resgatar a luta dessas mulheres, mesmo em condição tão difícil para manter a sua dignidade e preservar as suas raízes, a sua cultura, a sua identidade”, disse o rabino Nilton Bonder.





