terça-feira, 2 de junho de 2020

Se vai Iacov Hillel

Hoje faleceu, aos 71 anos, o diretor de teatro Iacov Hillel. Nos conhecemos no fim da década de 1990 quando ele encenou a peça "As Polacas", no teatro Maria Della Costa, em SP. 
A peça estreou em 8 de agosto de 1998 e tive o prazer de escrever um texto para o catálogo. Assim que a pandemia terminar, vou buscar nos meus guardados a cópia do catálogo, digitalizá-lo e  postar aqui,

Muita paz e luz, Iacov. Foi um enorme prazer conhecê-lo! 

terça-feira, 24 de março de 2020

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Prestação de contas da campanha "As polacas no teto do Museu".


O Museu Judaico de São Paulo iniciou uma campanha de arrecadação de fundos para compra de equipamentos. A contrapartida, para quem incentivasse, é a de ver fotos de imigrantes enviadas pelos incentivadores, na cúpula do Museu. Ciente desta iniciativa, institui no dia 04/12/2019, a ideia: "As polacas no teto do Museu", cujo vídeo abaixo conclamava as pessoas a ajudar.




Encerramos a campanha "As polacas no teto do Museu" no dia 07/01/2020 tendo atingido 104% da meta, estipulada em R$ 5.000,00, com 83 incentivadores.

Dos R$ 5.210,00 arrecadados, deduzido as taxas, recebemos da Benfeitoria o valor de R$ 4.506,65. Depositamos para a campanha do Museu Judaico o valor de R$ 4.506,00 já que não aceitavam centavos...


O Museu Judaico tem uma parceria com o BNDES e na verdade auxiliamos com R$ 13.518,00, já que o banco colocará R$2 a cada real conseguido. 
Com o montante que arrecadamos com o auxílio e generosidade dos 83 colaboradores, poderemos enviar entre 10 e 15 imagens nas categorias alta, média e baixa

No vídeo abaixo, as 26 imagens que enviamos ao Museu Judaico e que você ao visitá-lo, poderá identificá-las. 



Muito obrigada por todo o apoio.
Grande beijo,

Bia Kushnir





segunda-feira, 23 de julho de 2018

As polacas em "Um olhar sobre o Mundo", da TV Brasil

À margem até na morte: a história das "polacas" no Brasil

Pressionadas pela pobreza e pelo desconhecimento da língua portuguesa, judias polonesas da Rússia e da Galícia desembarcavam no Brasil, no início do século passado, com nenhuma outra alternativa para ganhar o pão de cada dia, além da prostituição. Vender sexo pelas ruas das capitais e das cidades brasileiras, no entanto, significava para elas bem mais do que um modo moralmente reprovável de sobrevivência: significava a marginalidade até o último suspiro e ainda depois, já que, para o judaísmo, suicidas e prostitutas devem ser banidos dos cemitérios da religião. Quem conta essa história no programa Um olhar sobre o mundo é a pesquisadora Beatriz Kushnir, autora de "Baile de Máscaras" e responsável por iluminar a vida e a morte das "polacas" em terras brasileiras.

Para assistir o programa, click na imagem: 
 Programa 23/07/2018

quarta-feira, 8 de março de 2017

Acervo das Polacas online! Meu presente no Dia Internacional da Mulher.

No longínquo ano de 1993, o historiador americano Jeffrey Lesser me mostrou o acervo das Polacas de São Paulo, preservado no Lar Golda Meir. Eram as Atas e o Livro de comparecimento às reuniões da Sociedade Feminina Religiosa e Beneficente Israelita, fundada em 1924.



As Polacas ainda vivas na década de 1970, quando idosas, foram para essa instituição judaica de cuidados, em SP, e lá faleceram. Passei uma semana no Lar, no bairro da Vila Mariana, lendo aquela Atas, que terminam no ano de 1968. Junto com esse material, vinha também o pequeno acervo das Polacas de Santos, que instituiram um cemitério em Cubatão.




  
Recentemente, fui procurada por uma pesquisadora que queria consultar esse material. O Lar se transformou no Residencial do Hospital Albert Einstein. Eu havia deixado também uma cópia desse acervo na antiga sede da Sociedade Cemiterial Chevra Kadish, na rua Prates, no Bom Retiro, que atualmente está numa sala menor em outro endereço. 
O que se sabe é que antes do Lar passar para a tutela do Hospital,  os documentos foram doados ao Arquivo Histórico Judaico Brasileiro. O que funcionários do AHJB pontuam é que no processo de transferência, os documentos das Polacas já não se encontravam no Lar.
Minha hipótese é que um "historiador", que se faz de o controlador de uma dada narrativa coletiva, por dever da profissão que diz praticar, deveria tornar público os documentos que custodia. Entretanto, é mais comprometido com a ideia de "guardião" da memória da comunidade. E, assim, acredita ter o poder de decidir o que deve ser publicizado. 
Provavelmente esse senhor foi até o Lar e recolheu o acervo. Certamente, com a anuência dos responsáveis que, talvez acreditassem na preservação pública dos documentos. Mas, o pseudo-historiador não tornou o material das Polacas de SP e de Santos acessível. Será que quem entregou a ele os documentos sabe o que aconteceu? E se sabe, não fará nada?
Esse "historiador" deve ter guardado no "seu arquivo particular" os documentos das Polacas que antes estavam no Lar. Essa prática desse senhor é usual e conhecida. Esse senhor, que ao se dizer  "historiador" não faz ideia do que essa profissão realmente é. 


Hoje,  dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, eu gostaria de deixar registrado que as cópias xerox que eu tenho de todo esse material foram digitalizadas e podem ser consultadas por quem se interessar. E o mais importante: esse "historiador" não as conseguiu calar ao esconder o acervo.
Essa portanto, é minha homenagem a elas, as "minhas" Polacas nesse dia!
Para mais: 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Visita: momento histórico


Durante o Seminário Connectionsorganizado pela ARI, aconteceu a visita hoje (15/5/2015) ao Cemitério Israelita de Inhaúma, com a presença de alunos do Eliezer Max e o Kaddish rezado pelo Rabino Reuben Sternschein, da CIP.
Assista o vídeo:






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domingo, 19 de abril de 2015

As Polacas no jornal israelense Haaretz

Eles vieram para a América do Sul da Rússia, da Polonia e da Galiza, e esperava que eles pudessem sustentar as suas famílias deixadas para trás. Logo encontrou-se trabalhando na prostituição. As polacas foram vítimas de tráfico humano ou iniciativa tomada pelas fortes mulheres?  Eliran Arazi, 2015/04/16 06:00



Tradução: Cemiterio de Prostitutas Judias. Funeral the polacas cemitério no Rio de Janeiro, 1934. Zeevi Ghivelder: "lutou para manter seu judaísmo". Foto: Arquivo Geral da Cidade do RJ. 


O jejum Hndikan Pin Mir", dedicada à situação Yiddish "nosso justo", uma legenda que aparece em um cemitério na Polónia ou a Lituânia, mas em um cemitério coberto de samambaias tropicais no Rio de Janeiro, nos pobres Ainaumh, sob o olhar atento da guarda dos traficantes de drogas da favela "Right molhado" (Rato Molhado). Este é o cemitério de "Associação de Beneficência do sepultamento e da religião judaica", e ao contrário do cemitério judaico após a cidade, muito maior, que está em Kaza e ainda ativa, este cemitério enterrado mais justo, justificará a esmagadora maioria dos 800 mortos são mulheres, e muitos deles Uma pago para a lápide do outro, deixando uma inscrição modesta - "a sua irmã, Sarah" ou "saudade de suas irmãs." Outra diferença entre as duas casas ... [Para mais: http://www.haaretz.co.il/magazine/.premium-1.2614772]

domingo, 27 de julho de 2014

Reportagem dos anos de 1980 mostra o abandono do Cemitério Israelita de Inhaúma





Que não voltemos a ver este descaso e que não permitamos que este lugar perca as suas características e função:  enterrar os sócios e sócias da Associação Beneficente e Funerária Israelita!

domingo, 18 de maio de 2014

Ainda não terminou


Tristeza ao visitar o Cemitério Israelita de Inhauma e constatar que lápides continuam quebradas e sem identificação. 


Solicito à Fierj - Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro - e à Sociedade Israelita Comunal do Caju - cujo presidente de ambas é a mesma pessoa - que, 

em uma ação definitiva como foi em São Paulo, conclua o acordado e propagando como já executado.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Moreira Da Silva - Judia Rara


Marcos Chor Maio me fez voltar no tempo em mais de 20 anos. Entrevistei o Moreira da Silva. Foi o máximo! Na uma entrevista, de pijamas com os botões da calça abertos, perguntou a minha idade (23 anos na época) e disse que sustentava uma moça da minha idade. O apt onde morava, comprou com as jóias da Estera - a judia rara.

Judia Rara:
"Menina linda, sou maluco por você, vá dormir minha querida". O início da música de Moreira da Silva, falado em idiche (dialeto dos judeus da Europa Oriental) revela a paixão do cantor e compositor por uma polaca, uma prostituta judia, uma das judias que vieram das aldeias pobres da Europa Oriental atraídas pelas promessas de casamento e de uma vida melhor pelos "caftens" na virada do século XIX para o XX até os anos 1920, 1930. Essa migrações que ocorreram ainda na Argentina, nos EUA e outros países, geraram enormes discussões e a adoção de políticas internacionais de combate ao tráfico por parte da Liga das Nações, da Organização Pan-Americana da Saúde, entre outras. No Rio de Janeiro e São Paulo as polacas criaram cemitérios, sinagogas, caixas de ajuda-mútua. A historiadora Bia Kushnir escreveu um livro sobre o tema: "Baile de Máscaras" (Editora Imago). Eis a homenagem de Moreira da Silva à sua amada!



Estera, a Judia Rara:



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Resposta da FIERJ

Ontem (25/9/13), a Fierj Federação Israelita respondeu na Coluna do Ancelmo. 

1. Não disse, como declarou a FIerj, que o cemitério está abandonado,
2. O que eu disse é que eles tem o dever de preservar o espaço. Quanto custa, não perguntei (Fiz as contas, dá menos de R$ 17 mil/mês, Não é muito!), 
3. Mas o que principalmente eu afirmei, é que eles NÃO podem querer utilizar o espaço para novos enterramentos, separando-as por uma "cerca" e "purificar" - para eles - o espaço, 
4. Quanto a isto, nada disseram. Preocupante!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Nota na Coluna do Ancelmo Gois de 23/09/2013


Nestes tempos de redefinição da relação com os cemitérios da cidade, o das Polacas precisa ficar de fora desta disputa. É um espaço tombado - portanto, de preservação histórica. A responsabilidade por sua manutenção e conservação, é e sempre será, da Fierj Federação Israelita, do Comunal do Cajú e, em última instância, da Comunidade Judaica do RJ. Não pode ser tratado como um terreno para novos enterramentos, porque ali não haverá!







segunda-feira, 15 de abril de 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013


Bernardo Kucinski, K. 2a. ed.,
SP, Expressão Popular, 2012.
Ao narrar a visita de K, seu pai, ao prédio do American Jewish Committee, em NY, nos anos de 1970, o autor sublinha (p. 60):